Escrito por Tendenzias

Dicas para contratar um arquiteto

Até pouco tempo, imaginava-se que era preciso desembolsar uma fortuna para decorar o lar com produtos belos e de qualidade. Falar em contratar um arquiteto ou designer de interiores parecia inacessível à maioria das pessoas, por isso decidimos apurar melhor o assunto e ajudar a derrubar o mito de que esses profissionais são para quem tem muito dinheiro. Conheça o trabalho de cada um e como é feito o cálculo para cobrar pelos serviços.

É possível que você tenha ideia da decoração que tanto deseja e, embora esteja tudo fresquinho na sua cabeça, colocar cada detalhe em prática da maneira correta nem sempre é fácil para quem não é do ramo. Talvez seja o momento de procurar um profissional e o investimento pode resultar em bem-estar e comodidade. “O trabalho do designer de interiores, por exemplo, está ligado à melhoria da qualidade de vida. Ele traduz desejos e sonhos em objetos, cores e texturas para o lar”.
Escolha bem
Verifique a experiência da pessoa que vai trabalhar em sua casa, pesquisando o nome e o registro em instituições como sindicatos e conselhos. Jéthero Miranda também orienta, no caso de buscar um designer de interiores, a “solicitar um estudo preliminar para o projeto de interiores, discutir abertamente suas proposições e verificar nestes procedimentos a inteiração com o profissional”.

A cumplicidade é fundamental
Uma das etapas mais importantes do trabalho é a entrevista. Nesta fase, você vai dizer tudo o que deseja. Deixe claro seus anseios e hábitos para que haja planejamento compatível à sua rotina.

Etapas do projeto:

Quais as etapas do trabalho do design de interiores?
Estudo preliminar:
é a concepção do projeto. Nesse momento, as necessidades do cliente e do espaço são representadas graficamente em esboços e croquis. É também o momento de falar sobre orçamento, prazos e formas de pagamento.
Anteprojeto: nesta fase as ideias são passadas de forma definitiva para o papel, em escala e tecnologias construtivas. Antes de iniciar as obras, o cliente precisa aprovar.
Pré-executivo: aqui se coordenam projetos complementares, que compreendem hidráulica, elétrica, iluminação e acústica, executados por profissionais especializados.
Executivo: fase de detalhamento, inclui acabamentos, revestimentos, mobiliários e objetos. Hora de concluir o projeto com documentação gráfica para o início da obra. São feitos os orçamentos finais e memoriais

E quanto isso custa?
No caso do designer de interiores, há uma tabela sugerida para o mercado, que pode variar de acordo com a experiência do profissional, a localidade da obra (cidade, bairro etc.), entre outros fatores. A primeira etapa (consulta), compreende a orientação profissional e pode durar até 3 horas. O preço costuma variar de R$ 125 a R$ 250. Há também a hora técnica, um cálculo para serviços específicos que não fazem parte do projeto. Aqui, a cobrança é por hora e pode ficar entre R$ 94 a R$ 125. Se o profissional for acompanhar a obra, os valores devem ser definidos sobre um percentual do custo da mesma, que pode variar entre 10 % e 15% do valor estimado. Já para fazer o projeto completo, o preço é cobrado por metro quadrado e varia de um Estado para o outro. Planta de projeto da arquiteta Silvana Lara Nogueira

Em São Paulo, vamos supor que o cliente queira decorar uma sala de 20 m². O gasto médio com os honorários do designer de interiores será de R$ 1.520 (R$ 76 o m²). Este valor não inclui os serviços de outros profissionais que possam estar envolvidos no processo (marceneiro, pintor, pedreiro); nem móveis, acessórios e objetos de decoração.

Mais uma opção
É possível contratar todas as etapas ou parte delas. O designer de interiores, por exemplo, pode dar um parecer para que você cuide do resto. “O cliente paga pela consulta e é passado o que deve ser feito no ambiente, do revestimentos aos móveis com as medidas corretas. É indicado para quem quer modificar cômodos sem grandes reformas e a consultoria se encerra ali”, explica a designer Fernanda Coifman. Por esse tipo de trabalho, ela costuma passar as informações em até 3 horas e cobra por hora.

E a arquitetura?
Segundo Marcia Mallet Moura, arquiteta e coordenadora da Câmara de Arquitetura do CREA-SP, as atribuições são mais amplas e complexas. “No planejamento do projeto arquitetônico, o processo basicamente se repete, com coleta de dados, definições e estudo de viabilidade técnica e ambiental, se for o caso. Há vistorias, elaboração de orçamento, execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico”, afirma.

Quero construir ou reformar
Para construções inteiras ou ampliações, é preciso colocar cada ideia no papel e discutir as viabilidades com o profissional – o arquiteto tem atribuição de conceber, dirigir, administrar e construir. “Iniciamos com um bate-papo informal para explicar o trabalho e saber as necessidades e expectativas do cliente. Fazemos a proposta para o desenvolvimento do projeto e o acompanhamento da obra”, explica o arquiteto Glaucio Gonçalves.

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